e porque o amor sei lá
e porque a carne às vezes tudo confunde
e porque às vezes o amor
é feito de mãos e não de olhares
e porque às vezes o amor é feito de pânico
o aprisionar dos sentidos
resta-me a busca de o entender
de talvez um dia eu ser feito do seu saber
até lá
resta-me às vezes o prazer
outras a angústia
de nem sempre ou nunca o entender
assim trilho todos os caminhos sei lá
há tantas coisas que eu não sei
António Paiva

2 comments:
"Há tantas coisas que eu não sei"
E, afinal, ele é que a sabia toda...
"de talvez um dia eu ser feito do seu saber"
acho q todos andamos nessa busca, d uma maneira ou d outra!
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